tom waits revisited 1
Daniel Durchholz disse, uma vez, que a voz de Tom Waits “parece ter sido mergulhada num tanque de bourbon, deixada a curar numa casa de fumo por alguns meses e, depois, passada a ferro por um carro”. E foi assim que, algures na minha adolescência, fiquei intrigado pela textura gasta e crivada do Closing Time, perdido no património de discos de vinyl do meu irmão. Desembrulhei o álbum, liguei o gira-discos e começou a riscar a Ol’ 55. Foi a primeira vez que ouvi Tom Waits.
A história é simples e a receita é rápida. Tom Waits lança-se aos nightclubs da California dos anos setenta, cria um blues industrial e funde-o com um rock bêbedo, num estilo tão de monológico como de grotesco. E não me prolongo mais: revisito Tom Waits com os olhos de outros artistas, ilustradores e pintores digitais do deviantART, fundadores deste pedaço de fanart verdadeiramente impressionante.
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“… I’m gonna love you
Till the wheels come off
Ooohh yeeea
I love you baby and I always will (x3)
Ever since I put your picture, In a fraaaameee.”